quinta-feira, 4 de novembro de 2021

Porquê Fit?

Fui uma criança gordinha, com algumas justificações esfarrapadas: o ter estado internada e me ter sido administrada penicilina (?!?) e a famosa frase dos anos 80 "gordura é formosura". Mas quando comecei a ter uma maior consciência corporal, não gostava do que via, pelo que lá ia tentando fazer umas dietas ou uns abdominais. Veio a adolescência e emagreci naturalmente (dei o chamado "pulo", fiquei mais alta e logicamente mais magra). 

Comecei muito tarde a gostar de desporto. Na adolescência nunca mostrei apetência pelo desporto escolar, apesar de nos tempos livres gostar de jogar basket ou tênis de mesa. Fiz também umas caminhadas/corridas com uma amiga, que me valeram umas dores num joelho durante vários meses...

Só por volta dos 24 anos, já depois da faculdade e após ter terminado uma relação de mais de 3 anos, é que resolvi mudar e cuidar mais de mim: fiz step numa coletividade, inscrevi-me num ginásio, ainda tentei jogar ténis (sem muito jeito, confesso) e comecei a consumir tudo o que era light, afinal light é mais saudável, certo? #SQN

Mudo para a minha residência atual e o meu companheiro, adepto de bicicleta, lá me oferece uma. Começam os passeios ao fim de semana, juntamente com o ginásio durante a semana.

Os anos foram passando, vieram os filhos, a atividade física cessou. Tento uma dieta plant based e crudívora, em grande parte para tentar combater algumas disfunções gástricas que tinha (prisão de ventre, dores abdominais muito fortes, distensão abdominal, cansaço).

Claro que aumentei de peso.

Em 2018 descobri o yoga. No final desse ano veio o diagnóstico de diabetes tipo II, pelo que aumento a atividade física (novo ginásio) e começo a perder peso (nesta altura estava com cerca de 60 kg, o que acho muito para a minha estrutura corporal e altura). D

Descubro a alimentação low carb, cetogénica e carnívora, estilos alimentares que vão contra tudo aquilo que já tinha tentado.

Começo a perder peso, fico entre os 56/57kg, até que vem a pandemia, onde deixo de me exercitar e começo a trabalhar o dobro, mas sentada. Aumento a ingestão de hidratos de carbono, mas de forma ainda controlada.

Em março deste ano estava com 62 kg! Resolvi voltar à dieta e em abril regressei em força ao ginásio. Ainda não regressei ao yoga, com muita pena minha.

Faço novos exames, a diabetes tinha regredido (já não sou considerada diabética). Continuo a perder peso e o perímetro abdominal também diminui (o perímetro abdominal é um dos marcadores de risco metabólico).

Em agosto, durante as férias, eu e o meu companheiro iniciamos caminhadas diárias. Atualmente tentamos fazer 3 vezes por semana.

Hoje, em novembro, estou com 56kg e o meu perímetro abdominal ronda os 73 cm (em maio era de 77cm). Meço 1,61cm.

Acho que aos 42 anos (quase 43) estou muito bem, no entanto considero-me uma falsa magra, já que minha tendência natural é aumentar de peso.  

Por isso o fit, para me manter focada no meu objetivo, o chegar aos 50 melhor do que aos 40.


quarta-feira, 20 de outubro de 2021

Alberto Caeiro "Consciência"

 Dizes-me: tu és mais alguma coisa

Que uma pedra ou uma planta.

Dizes-me: sentes, pensas e sabes

Que pensas e sentes.

Então as pedras escrevem versos?

Então as plantas têm ideias sobre o mundo?

Sim: há diferença.

Mas não é a diferença que encontras;

Porque o ter consciência não me obriga a ter teorias sobre as coisas:

Só me obriga a ser consciente.

Se sou mais que uma pedra ou uma planta? Não sei.

Sou diferente. Não sei o que é mais ou menos.

Ter consciência é mais que ter cor?

Pode ser e pode não ser.

Sei que é diferente apenas.

Ninguém pode provar que é mais que só diferente.

Sei que a pedra é a real, e que a planta existe.

Sei isto porque elas existem.

Sei isto porque os meus sentidos mo mostram.

Sei que sou real também.

Sei isto porque os meus sentidos mo mostram,

Embora com menos clareza que me mostram a pedra e a planta.

Não sei mais nada.

Sim, escrevo versos, e a pedra não escreve versos.

Sim, faço ideias sobre o mundo, e a planta nenhumas.

Mas é que as pedras não são poetas, são pedras;

E as plantas são plantas só, e não pensadores.

Tanto posso dizer que sou superior a elas por isto,

Como que sou inferior.

Mas não digo isso: digo da pedra, «é uma pedra»,

Digo da planta, «é uma planta»,

Digo de mim «sou eu».

E não digo mais nada. Que mais há a dizer?


(http://multipessoa.net/labirinto/alberto-caeiro/23)

terça-feira, 19 de outubro de 2021

Recomeço

 Tenho vários blogs, uns ativos, outros não. Este é só mais um, agora com o nome do meu perfil do IG (que já mudei várias vezes e onde quase não publico). 



Porquê Fit?

Fui uma criança gordinha, com algumas justificações esfarrapadas: o ter estado internada e me ter sido administrada penicilina (?!?) e a fam...